chávenas usadas

tic toc

dezembro 02, 2011

Deram-me o nome Ana ainda eu não podia dar opinião sobre este. Este sistema de nomes é interessante. Não pudeste escolher o teu, contudo, gostas dele? Bom, deve haver outro nome que gostasses de ter. E podes dá-lo aos teus filhos. E os teus filhos poderão não gostar dele, e darão aos teus netos o nome que queriam para si. E o interessante é que o significado do meu nome coincide com o que eu penso de mim. Levanta-se a seguinte questão: terei sido eu a crescer de acordo com o nome ou foi o nome que se adaptou a mim? Bom, prosseguindo. Gosto de escrever, escrevo o que gosto porém nem sempre gosto do que escrevo. Agrada-me cheiro a relva cortada e cebolas queimadas e a melhor cidade é Coimbra. Tenciono seguir Humanidades apesar de ainda desconhecer os meus desejos relativamente ao futuro. É-me fácil ser feliz. Normalmente. Sou uma fã dedicada de Doctor Who e Harry Potter. É habitual dizerem-me que sou estranha. Num bom sentido, acrescentam de seguida. E eu agradeço, porque ser estranha é o verdadeiramente me resta. Falo sozinha e gosto. Mas costumo falar mais com objectos inanimados. E não, não encontro nada de errado nisso, afinal, as pessoas falam comigo e talvez eu seja um objecto inanimado. Tenho saudades de escrever sobre humanos e suas criações. Tenho um documento onde tenho guardado textos e citações, enfim, pensamentos, desde meados de 2010 e desagrada-me que este seja apenas o octogésimo sexto. Sou uma herege das Ciências e o meu pensamento tanto se funde com o que sei de Satanismo como com a definição de Agnosticismo. E talvez isto já se tenha tornado demasiado comprido para uma definição desta humana que tanto de si deixa nos seus textos como em tudo o que cria. Mas os humanos são tão mais que isto, não são? Os humanos são como a Tardis, maiores no interior.

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