Filmes e baratas, cobras e amendoins. Pegaram em loucos e deram-lhes sonhos. Esses loucos subiram aos céus e tornaram-se mortais. Pintaram folhas de verde, tingiram as pontas de amarelo. Com papel de parede cobriram o tronco. Rasgaram-no, colaram-no de volta. Uma e outra vez, outra e duas vezes. Tudo minuciosamente planeado, com um olho fechado e o outro virado para dentro. Criaram então a Primavera e plantaram-na num planeta que ali tinham à mão. A Terra, obra da mais pura loucura, um local enfermo e desvairado repleto de sardaniscas brilhantes que comem crianças quando ninguém está a ver.

Sem comentários:
Enviar um comentário