Átomos de mal-entendidos,
cordas esticadas ao limite
e nós dados por um marinheiro desvairado.
Nascemos estranhos um ao outro,
obra de loucos numa tela dourada.
Escamas reluzentes impossíveis de domar.
Se alguém,
por um momento só,
se dignasse a nos desembaraçar,
o mundo retornaria ao seu estado original
e os homens estariam completos.
Mas cientes ou não desta realidade,
ninguém se parece importar,
e nós permanecemos emaranhados.
Perfeitamente enlaçados.

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